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Senhor Primeiro Ministro

As palavras, meio de expressão e de comunicação por excelência, têm para os diplomatas um peso muito especial, pois responsabilizam quem as diz e o país que representam.
Devem ser bem refletidas e rigorosas e limitarem-se ao essencial, tendo sempre em vista as suas possíveis consequências e a defesa dos interesses fundamentais do país.
Permita-me pois que leia um pequeno texto que preparei.

 

Senhor Primeiro-Ministro, Senhor Presidente do Governo Regional, Senhores Ministros, Senhor Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Senhora Secretária de Estado, Senhor Vice-Presidente e Senhores Secretários Regionais, Senhor Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória e Presidente da Associação de Municípios dos Açores, distintos convidados.

 

Gostaria de dar a todos as cordiais boas vindas a este Solar da Madre de Deus.
Permitam-me que dirija uma saudação especial ao Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr. Augusto Santos Silva e ao Senhor Ministro Adjunto, Dr. Eduardo Cabrita.
Trabalhei com ambos em momentos diferentes do meu percurso profissional e desenvolvemos relações de respeito mútuo e, pela minha parte, de uma grande admiração por ambos.
Curiosamente, com o Senhor Ministro Eduardo Cabrita colaborámos na construção de uma autonomia, a da Região Administrativa Especial de Macau e de um sistema de leis próprio.
Julgo poder dizer que tivemos sucesso, mais devido ao seu labor do que ao meu contributo.
O contexto político e socioeconómico em causa era e é, no entanto, bem diferente do desta Região Autónoma.

 

Senhor Primeiro-Ministro, é com o maior gosto que o acolho juntamente com o Senhor Presidente do Governo Regional.

 

É para mim uma subida honra e um momento alto deste meu segundo mandato como Representante da República, que acabei de iniciar.
Permita-me que qualifique a sua visita aos Açores, com uma delegação de tanto peso e tão abrangente, como um momento histórico para esta Região.
A sua visita vem colocar a unidade do Estado e a autonomia regional no mesmo diapasão, em harmonia.
É sem dúvida, eu pelo menos assim o vejo, reveladora da sua determinação em pôr as relações entre o Governo da República e o Governo Regional a funcionar, não em pólos opostos, mas num mesmo pólo, o pólo positivo.
Um bom entendimento nos esforços comuns reforçando-os reciprocamente, uma participação mútua efetiva na definição das políticas e uma cooperação estreita na execução das mesmas, baseadas em consultas francas e diretas, deverão ser, assim o esperamos, a chave de um desenvolvimento harmónico e benéfico para todos, de acordo aliás com o espírito e a letra da Constituição e do Estatuto Político-Administrativo.
Os princípios, aliás, estão todos na Constituição e no Estatuto.
Portugueses que somos, todos, temos o dever e a responsabilidade de os aplicar pois somos a raiz do poder e os destinatários dos benefícios resultantes da sua ação.

Senhor Primeiro-Ministro.

Desejo-lhe a si e à sua distinta delegação uma estadia nos Açores agradável e produtiva e, mais uma vez, muito obrigado por me ter dado a oportunidade de o acolher e de o apoiar nesta sua tão importante deslocação.
Permita-me que brinde pelo êxito da sua visita e pelo progresso dos Açores.

Angra do Heroísmo, 29 de abril de 2015